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Há quem diga que uma partida de futebol é apenas uma partida de futebol, alguns perguntam, “o que você ganha com isso?”, ou dizem, “os jogadores estão cada vez mais ricos e você aí gastando dinheiro com esse time.”. E por aí vai.

Entrevistei Evaldo Oliveira, Gerente comercial, que conta como o Atlético mudou sua vida,  “Eu vi o Atlético como o remédio pra minha depressão. Teve uma situação ruim na minha vida eu fiquei depressivo, fiquei trancado dentro de casa uns seis meses, não queria fazer nada”.

Evaldo revelou que um dia, nesse período de confinamento, recebeu o convite de um amigo que o motivou a ir mais aos jogos. Antes ele se achava meio “pé frio”, por que sempre que ia ao estádio voltava pra casa sem ver o  Galo vencer. Dessa vez foi diferente, “ganhei o  primeiro (vitória), o segundo, o décimo,  o vigésimo, o trigésimo e aí eu pensei: – É… Acho que não dou mais azar pro Galo.”

O jogo que o amigo o convidou para acompanhar, foi entre Atlético e Portuguesa, pelo Brasileiro de 2012, partida vencida pelo placar de 2 a 0.

Evaldo encontrou bons amigos nos jogos, “uma galera fantástica, a gente faz festa junto, passa réveillon junto e acredito que não vamos nos desgrudar jamais” é como ele os define. O amigo que o convidou para o jogo, mora me ao lado do estádio. Oliveira revela que ajudou esse amigo na montagem de uma banca churrasquinho na Rua Pitangui, uma das que cercam o estádio do Horto, cerca de uns 15 minutos antes dos jogos eles juntam tudo, guardam e vão para o estádio assistir as partidas.

Manias e Galo dos pés a cabeçaed-ingresso1-e1431633096699

Evaldo é um cara cheio de manias como ele mesmo se descreve, “Camisa do Galo uso pelo menos cinco vezes na semana, quando não estou com uma camisa do Atlético to usando um boné”, e completa, “dia de jogo tem todo um ritual, a cueca tem que ser preta e a meia branca. Se for ao jogo com camisa de treino ela não pode ter listras, se vou com uma bermuda e o time não ganha, não uso ela nunca mais”.

No jogo de quarta contra o Flamengo ele usou de uma velha mania para ajudar o time a vencer e ajudou – Eu Acredito. No Horto, quando o time não está vencendo, a estratégia é mudar de lugar, utilizar a mesma tática no Mineirão acabou trazendo uma surpresa, principalmente para quem tem tantas manias e crenças.

Clique aqui e ouça o áudio.

Final da Libertadores

Creio que 113 em cada 100 atleticanos dirão que esse foi o jogo mais emocionante de suas vidas. E com Oliveira não foi diferente, ele estava no Mineirão, o primeiro tempo para ele foi um verdadeiro sofrimento, mas isso não tirou sua confiança em, “Eu virei pro Luizinho, um amigo meu e disse: – Quando o Galo fizer o terceiro gol eu vou morrer do coração. Eu tenho certeza que o Galo vai ganhar esse jogo, mas quando ele fizer o terceiro gol eu vou morrer do coração. Diz pra todo mundo que tá tudo bem, que foi a experiência mais incrível da minha vida.”

Penso que o Luizinho e os outros amigos dele agradeceram por aquele jogo ter ido para as disputas de pênalti.

Pra fechar a entrevista Evaldo resumiu o que é o Atlético pra ele em uma palavra, “Amor! Eu não sei definir esse time de outra forma ou com outra palavra que não seja Amor. Eu amo esse time!”

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