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“Teve uma vez que eu entrei no ônibus, depois de um jogo e tinha lá um cara fortão, que virou pra mim e disse: – Mas o Cruzeiro ganhou de quatro… Eu respondi: – Não meu amigo, ganhou de cinco e não adiantou nada! O Galo ainda é líder!… Ele olhou pra mim e falou: – Mas de futebol eu não entendo muito não, meu negócio é Pugilismo… E eu: – Opa! Vou rodar a roleta aqui, depois conversamos…”

Fausto de Souza (54) é formado em direito e hoje ocupa uma cadeira no Conselho Tutelar, da Regional Oeste de Belo Horizonte. Um atleticano da antiga, que como todo bom torcedor do Galo, permaneceu firme com o time mesmo na época de poucos títulos, “Não é titulo que move o atleticano. É mais aquela coisa ali de, como diria Drummond: Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal, o atleticano torce contra o vento.” e completou, “quando você está no estádio, junto com a Massa, é um negócio inexplicável.”

Ele conta que se tornou atleticano remando contra a maré, durante sua infância, quando veio de Caratinga para a capital, a maior parte de seus familiares era cruzeirense, ele acredita que devido ao momento que o time celeste vivia, entre as décadas de 1960 e 1970. “Eu desde criança comecei a gostar do Atlético e a gostar mesmo! Em uma época que o time do Cruzeiro era até melhor, época daquele grande time, do Tostão e tal.”

fausto-2O advogado revela que sempre foi uma pessoa muito pacífica, o que sempre lhe ajudou muito na relação com as pessoas, não somente no aglomerado Cabana do Pai Tomás, local onde vive desde que chegou a BH, mas em todos os lugares. Um fato porém, poderia ter dado a entender o contrário, ele revela:

– Houve uma vez que estava indo a um jogo do Galo e resolvi cortar caminho pelo Barro Preto, pra chegar ao bairro Lagoinha. Estava com minha bandeira amarrada no pescoço, em frente a sede do Cruzeiro e tinha lá alguns cruzeirenses tomando cerveja na calçada. Pensei: Vou passar correndo pra evitar confusão… Foi quando a bandeira bateu no rosto de uma das pessoas da mesa, eles começaram a me xingar. Eu? Continuei correndo pra evitar briga.

Para o Conselheiro Tutelar, muitos craques inesquecíveis vestiram a camisa do Galo Cerezo, Ortiz, Marcelo e pontua, “com exceção do Dadá, que era mais uma lenda que um craque… Há há há há…”. Porém, Reinaldo foi o melhor jogador que ele viu com a camisa alvinegra, revela inclusive um gol inesquecível, que viu do craque no Mineirão. No jogo entre Atlético e Vasco em 1976, em que o Rei chapelou o zagueiro Abel Braga dentro da área, para marcar um dos gols mais bonitos que já viu.

Fausto finalizou dizendo, “Torcer pro Atlético é muito gostoso, você desestressa das outras coisas da vida!”

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