O Imponderável se tornou o estilo de jogo do Atlético, quando menos se espera um Galo sai da cartola – que me perdoe o Coelho, mas da nossa cartola só sai Galo mesmo – um lance mágico, que vai fazer a vida, mais uma vez, ficar linda em preto e branco.

Com certeza os donos das principais salas de cinema do mundo começam a se preocupar. Sabe por quê? No cinema se gostou de um filme e vai assisti-lo de novo é o mesmo, o final não muda. Se desligar o projetor já era e quando é promoção de meio de semana piorou. Só na outra quarta-feira tem mais.

Essa última frase pareceu provocação…

Já com o Galo é como disse Fernandinho: Aqui não! Aqui a emoção é constante, o projetor não desliga – a chave de energia do estádio caiu uma vez – os jogos lhe oferecem drama, suspense, aventura e ficção ao mesmo tempo. Tem sequência de viradas históricas (por falar em virada, Marcos Rocha tem crédito, mas que vacilo aquela virada de bola em frente à área hein?), gol aos 49 do segundo tempo, artilheiro escorregando com gol vazio e isso sem falar – sei que é mais uma vez, mas o lance vale a pena ser lembrado – na defesa de pênalti aos 45 da etapa final. Defesa essa que, Eu Acredito!, nos tirou do inferno e arremessou, com a força de um chute do Éder Aleixo, direto no céu.

Ao atleticano, hoje, é inevitável acreditar. Depois do jogo contra o time cascudo e bem armado do Inter, na minha opinião, a melhor partida desta rodada da Libertadores até agora, hoje ainda tem Boca e Ríver, que deve ser um jogaço. Mas voltando, ao torcedor do Galo, hoje, é inevitável acreditar, pra ser sincero foi uma coisa que ele sempre fez, ao longo do período de jejum de conquistas e vexames, alguns históricos como a queda para a Série B, situações que se acontecessem com outros clubes, certamente os levaria ao desaparecimento.

E sem sombra de dúvida a fé no Imponderável, passada de pai para filho, como um traço genético e de tanto o acreditar no time do impossível, a Fé do atleticano se materializou e mais uma vez, um gol no fim transformou a descrença em esperança.

Ave Galo cheio de Raça!

Ganhar no Beira-Rio é muito difícil – pra não dizer quase impossível – o Colorado jogará motivado, pelo bom resultado conquistado no Horto e com o apoio de sua enorme e apaixonada torcida. As cenas do próximo capítulo prometem, porém, mais uma vez me apego aos versos de Roberto Drummond, “Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento.”

 

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