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A primeira de muitas histórias de atleticanos a serem contadas aqui, é a do comerciante Marco Antonio Frade, mais conhecido como Tony. Aos 45 anos, ele acompanha o Atlético desde os 17. Hoje não mais tão de perto, por causa do preço dos ingressos e de um infarto que sofreu há alguns anos, “Não acompanhei os jogos da Libertadores no estádio. Se tivesse ido, certamente teria um “piripaque” lá, já pensou?”.

Atleticano desde sempre

Nascido em João Monlevade, cidade próxima à Itabira, que fica na mesorregião metropolitana de BH, o comerciante revela que veio para a capital aos três anos. Quando perguntado há quanto tempo torce para o Atlético, ele é enfático: “- Desde que eu me entendo por gente uai! Atleticano nasce, caso contrário, devido aos tempos de vacas magras, não teríamos mais atleticanos”.

Conta também que seu pai se dizia atleticano, até se tornar evangélico, “naquele tempo tinha uma bobeira de que evangélico não podia torcer pra time de futebol.”, mas ele ‘as vezes’ quebrava as regras, “ele falava que não torcia, mas vivia perguntando: – De quanto é que tá o jogo?”.

O primeiro jogo que viu no Mineirão, foi um Cruzeiro e Atlético, vitória do Galo por 1 a 0. Curiosamente ele não havia ido ao estádio para acompanhar a partida, “Eu não tinha ido para assistir ao jogo, fui com um amigo para vender cerveja. O ingresso tava barato e eu resolvi entrar.”, relata o comerciante.

O jogo que mais o marcou negativamente foi outro clássico, vencido pelo Cruzeiro por 2 a 1, o ano  era 1996. O motivo da chateação foi a comemoração de Paulinho Maclaren, que saiu imitando um frango, após marcar o gol da vitória celeste naquela partida, “Pra mim é a mesma raiva que muitos cruzeirenses tinham de quando o Guilherme fazia gol no Cruzeiro e, colocava a mão no ouvido pedindo para que eles gritassem”.

tony-escudoEntre suas partidas inesquecíveis, está a disputada contra o xará paranaense, pelas quartas de final do Brasileirão de 1996. Os paranaenses saíram vencendo por 1 a 0. Marco Antonio disse que nunca deixou de acreditar, que o Galo iria virar e passar a próxima fase. O que de fato aconteceu, o jogo terminou 3 a 1 para o alvinegro. No segundo confronto vitória dos paranaenses por 1 a 0 e classificação mineira às semifinais. Naquele ano o Galo acabou eliminado pela Portuguesa, que acabou ficando com .

O melhor jogador que

Segundo ele, Marques é o grande craque que viu com a camisa alvinegra, “sem sombra de dúvida Marques foi o melhor jogador que vi com a camisa do Atlético. Quem é Ronaldinho para chegar aos pés dele, como jogador do Atlético? Muito regular, não era uma partida ou outra que fazia bem. Ele jogava bem todos os jogos.”

Para Tony o momento atual do Atlético não tem volta, “a zica foi embora!”, ele tem os posters do Mineiro 2012, 2013, Libertadores e está tentando comprar um da Recopa, mas tá difícil de encontrar, “falei com meu sobrinho quando coloquei o pôster do mineiro 2012 na parede: – Daqui pra frente, tenho certeza que só vai aumentar minha coleção de posters do Galo campeão.”

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