Mais cedo um patrocinador do clube já havia anunciou rompimento do contrato com o Boa Esporte.

 

O site do Boa Esporte de Varginha foi hackeado durante a tarde deste domingo, 12, após o anuncio da contração do goleiro Bruno. No lugar da página oficial foi virgulado a mensagens acusando o clube de “apoiar diretamente o feminicídio”, além de pedir aos patrocinadores que retiram suas marcas do Boa Esporte.


VEJA TAMBÉM

 

Mais cedo a empresa de suplementos nutricionais Nutrends Nutrition, um dos patrocinadores do Boa Esporte anunciou rompimento do contrato com o clube do Sul de Minas.

Este ato e uma demonstracao de repudio ao Boa Esporte Clube e a todos os seus patrocinadores por apoiarem o DIRETAMENTE O FEMINICIDIO!!!

No Brasil, a taxa de feminicidios e de 4,8 para 100 mil mulheres. A quinta maior no mundo, segundo dados da Organizacao Mundial da Saude (OMS). Em 2015, o Mapa da Violencia sobre homicidios entre o publico feminino revelou que, de 2003 a 2013, o numero de assassinatos de mulheres negras cresceu 54%, passando de 1.864 para 2.875. a mesma decada, foi registrado um aumento de 190,9% na vitimizacao de negras, indice que resulta da relacao entre as taxas de mortalidade branca e negra.

Do total de feminicidios registrados em 2013, 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vitimas

A mensagem no site do Boa Esporte foi retirada do ar deixando somente uma página em branco. O presidente do clube de Varginha, pouco mais cedo, havia em nota oficial divulgada afirma que “não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar”.

Ainda no nota diz que “o tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna [do que a] vida no trabalho”.

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