Camponesa/Minas perde para o Rexona-Sesc e fica fora da final

Pela frente, o poderoso Rexona-Sesc, multicampeão e favorito ao título. Porém, no confronto, a previsível superioridade não se concretizou. Foram cinco partidas, em um playoff que será lembrado por muito tempo.

 

Hooker foi o destaque do Camponesa/Minas – Foto: Divulgação / CBV

Por Rodrigo Fuscaldi

Teve luta, teve garra, teve suor… O Camponesa/Minas fez uma Superliga de altos e baixos, mas que levaram a equipe a uma campanha histórica. Depois de um início ruim, o time se estabilizou, fez um segundo turno impecável e se classificou em quarto lugar. Nas quartas de final, derrotou o Bauru, em duas partidas, e se credenciou para a disputa das semifinais. Pela frente, o poderoso Rexona-Sesc, multicampeão e favorito ao título. Porém, no confronto, a previsível superioridade não se concretizou. Foram cinco partidas, em um playoff que será lembrado por muito tempo.

Nas quatro primeiras partidas, empate em 2 a 2. Porém, nesta sexta-feira, na Jeunesse Arena, o Rexona-Sesc bateu o Camponesa/Minas, por 3 sets a 1 (25/15, 26/24, 21/25 e 25/20), e garantiu vaga na decisão da Superliga Feminina de Vôlei. O adversário da final será o Vôlei Nestlé, que bateu o Dentil/Praia Clube, por 3 a 0. O confronto será realizado no domingo, dia 23, novamente no Rio de Janeiro.

O jogo
O Camponesa/Minas teve muitas dificuldades no primeiro set. Sem o passe não mão de Naiane, a equipe não conseguia virar as bolas. Assim, o Rexona-Sesc logo abriu grande vantagem no placar. Porém, no segundo set, a equipe mineira voltou a se concentrar, colocou a cabeça no lugar e equilibrou o jogo. Mas, nos detalhes, o time da casa fechou o jogo pela diferença mínima. O mesmo panorama se deu no terceiro set, mas a vitória foi mineira. No fim do período, o Camponesa/Minas conseguiu abrir e foi assim até o fim. Mas, empurrado pela torcida, o Rexona-Sesc conseguiu fechar o quarto set e levar a vitória.

Destaque
Mesmo com a derrota, a oposta Hooker fez ótima partida. Como bola de segurança das levantadoras do Camponesa/Minas, a norte-americana foi muito acionada e virou a maioria das bolas. No total, Hooker foi responsável por 24 pontos e deu muito trabalho às adversárias.

Com a palavra…
“Nosso time fez o que pode. Enfrentamos uma equipe muito boa, de igual para igual, o tempo inteiro. Mas erramos em alguns momentos cruciais. E não se pode errar quando, do outro lado da quadra, está o Rexona-Sesc. Infelizmente, não vencemos, mas o time inteiro está de parabéns pelo que fez”, ponteira Jaqueline.

“É uma pena. Perdemos, mas tentamos. Nosso time trabalhou duro para chegar à final, mas não conseguimos. Fica para uma próxima vez. O Rexona-Sesc tem muita tradição, e é muito difícil encará-los”, oposta Hooker.

Torcida Vitaminada
O Camponesa/Minas contou com uma torcida mais que especial. Cerca de 40 torcedores deixaram Belo Horizonte de ônibus e apoiaram a equipe em todos os momentos. Mesmo em minoria no ginásio, fizeram muito barulho e incentivaram bastante as jogadoras.

Semifinal
31/3 – Camponesa/Minas (0 x 3) Rexona-Sesc – Arena Minas Tênis Clube
4/4 – Rexona-Sesc (1 x 3) Camponesa/Minas – Rio de Janeiro (RJ)
7/4 – Rexona-Sesc (2 x 3) Camponesa/Minas – Rio de Janeiro (RJ)
11/4 – Camponesa/Minas (1 x 3) Rexona-Sesc – Arena Minas Tênis Clube
14/4 – Rexona-Sesc (3 x 1) Camponesa/Minas – Rio de Janeiro (RJ)

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