Polícia prende motorista de aplicativo suspeito por estupro em Uberlândia

Homem foi preso nesta sexta-feira (26) suspeito de ter estuprado duas vítimas.

 

Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais, em Uberlândia, apurou crimes de estupro cometidos por Antônio da Silva Aparecido, motorista de aplicativo, nos dias 30 de abril e 5 de maio. O suspeito foi preso nesta sexta-feira (26), no município do Triângulo Mineiro.

Conforme o registro das ocorrências, no primeiro caso, o motorista, durante trajeto contratado, aproveitou-se da vítima estar dormindo no veículo e desviou do trajeto, levando-a para um local ermo, situado próximo ao clube abandonado “Thermas do Triângulo”, às margens da rodovia 365.

Mediante força, tentou estuprá-la, não conseguindo, pois terceiros que passavam naquele momento prestaram socorro à mulher, tendo o suspeito desistido e a deixado no local.

Já a segunda vítima, segundo registrado pela polícia, não conseguiu impedir o ato criminoso, que foi consumado.

A Delegacia Especializa de Atendimento à Mulher de Uberlândia, empenhada na resolução dos abusos, coordenou a Operação Incubus, pela qual a PCMG obteve informações de que o investigado, após fazer uso de documentos de outras pessoas, fez cadastro no aplicativo e cometeu o primeiro crime.

“Tão logo cometeu o primeiro delito, trocou a foto do usuário para despistar as investigações. Utilizando outro cadastro de usuário, atendeu a segunda vítima e reincidiu com o mesmo modo de agir, inclusive repetindo o mesmo local para a prática dos crimes”, destacou a delegada que preside o inquérito, Alessandra Rodrigues Cunha.

Em parceria com a empresa responsável pelo aplicativo, a PCMG obteve todos os dados registrados para a criação dos usuários. “Após as devidas análises, foi possível identificar o suspeito Antônio da Silva Aparecido, passando esse a ser o alvo das investigações”, contou a delegada.

No decorrer das investigações foi possível localizar o veículo utilizado no crime, dentre outros indícios de autoria, suficientes para que fossem decretados judicialmente mandados de buscas, bem como de prisão preventiva do investigado.

Após sua prisão, Antônio foi reconhecido por ambas as vítimas e encaminhado ao sistema prisional, onde está à disposição da Justiça.

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