Uma operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, na cidade de Teófilo Otoni referentes à investigação de suposto esquema de desvio de verbas públicas destinadas à aquisição de órteses e próteses em hospital.

 

Uma operação coordenada pleo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com suporte da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), resultou, nesta segunda-feira (19), no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, na cidade de Teófilo Otoni, no Norte de Minas, referentes à investigação de suposto esquema de desvio de verbas públicas destinadas à aquisição de órteses e próteses pelo “Hospital Bom Samaritano”, administrado pela prefeitura daquele município.

A operação é fruto de investigação que já dura mais de oito meses, a partir de denúncia aportada na 7ª Promotoria de Justiça de Teófilo Otoni, Curadoria da Saúde, a qual buscou no GAECO a cooperação para as diligências policiais.

A denúncia dá conta de pagamento de materiais ortopédicos que não foram entregues pela empresa fornecedora e, consequentemente, também aos pacientes destinatários.

Diante da necessidade de assegurar a restituição aos cofres públicos de valores recebidos indevidamente pelos investigados, foi representado o bloqueio de bens e valores, deferidos pelo Poder Judiciário. O MPMG e a PCMG também buscam a penalização dos envolvidos nas esferas civil e criminal.

As investigações apontam que foram pagos pelas órteses e próteses prescritas pelos médicos aos pacientes atendidos pelo hospital, mas a empresa responsável pelo fornecimento não realizou a entrega dos materiais, apesar de constar na prestação de contas que tais materiais foram entregues, havendo, inclusive, recibos com assinaturas falsas dos pacientes como se tivessem efetivamente recebido. Além disso, há também indícios de divergência na prestação de contas entre valores recebidos e gastos pelo hospital para a prefeitura, com a qual ele tem um contrato de prestação dos serviços médicos e de reabilitação em traumatologia.

Mandados de buscas e apreensões foram expedidos pela Judiciário e cumpridos nesta data por agentes da Polícia Militar e Polícia Civil de Governador Valadares e Teófilo Otoni.

A operação foi denominada de “Bom Samaritano”, tendo em vista a parábola do “Bom Samaritano”, narrada por Jesus Cristo, cujo texto serviu de inspiração para a logomarca do Jubileu da Misericórdia, que reflete sobre a importância da proximidade que deve-se manifestar pelas pessoas e a capacidade de compadecer pelos sofrimentos alheios.

Trata-se de uma ação qualificada e precisa, que visa garantir e continuidade da prestação de serviços de saúde à população, principalmente às camadas mais necessitadas, que usam de recursos públicos.

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