Tecnologia aponta as características do fios e revela o tipo de calvície.

 

Quem pensa que a temida calvície atinge apenas os homens, está muito enganado. 25% das mulheres brasileiras, entre 35 e 40 anos, sofrem com algum grau de calvície.  E acima dessa idade, a porcentagem sobe para 50%. É o que revela pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar.

Segundo a médica Dra. Cristiane Câmara Alves, que é referência em transplante capilar, a genética pode ser apontada como a  principal causa para o problema.  ‘A questão da hereditariedade também conta. Se o pai, avô ou tios (paternos ou maternos) de uma pessoa tiverem problemas de queda de cabelo, as chances de ela desenvolver o mesmo quadro são de 25% ainda na juventude e de 50% a partir dos 40 anos”.

Outros fatores que podem causar a calvície feminina são anemia e problemas na tireoide. ”Com o diagnóstico confirmado, é preciso tratar a causa com medicamentos orais e tópicos associados.  A falta de vitaminas e proteínas e, principalmente a ausência de ferro, também são vilões”.

O estresse excessivo, segundo a Dra. Cristiane, provoca queda de cabelo localizada. ”Normalmente, os fios caem em apenas uma área”.

 

As formas de diagnóstico vão desde exames clínicos, que avaliam a olho nu o couro cabeludo, à tricodermatoscopia. Esse último permite analisar o couro cabeludo com uma lupa, de capacidade de aumento de 10 a 70 vezes, e projetar a imagem na tela do computador. Assim, o médico pode visualizar com mais facilidade a espessura dos fios e se existe algum tipo de alteração na região, como manchas, escamações muito intensas e presença de fios anormais. Se necessário, ainda podem ser feitos exames de sangue e biópsia do couro cabeludo, mas isso é indicado de acordo com cada caso.

TRATAMENTO MENOS INVASIVO

A boa notícia é que já existe tratamento bastante eficaz, rápido e menos invasivo para tratar a calvície. A novidade é a técnica FUE, que quer dizer Extração de Unidades Foliculares. Essa é a técnica de transplante capilar mais utilizada e indicada por especialistas. Ao contrário da técnica convencional, chamada de FUT, que consiste na retirada de uma parte do couro cabeludo, na FUE, as unidades foliculares são retiradas uma a uma da região doadora (na parte posterior do couro cabeludo) do próprio paciente para ser enxertado, fio a fio,  nas áreas afetadas. Ou seja, com a técnica FUE, não há cortes, nem cicatrizes aparentes.

De acordo com a Dra. Cristiane, com a técnica FUE, em menos de sete dias percebe-se a cicatrização total da área transplantada. ”O pós-operatório é bem mais tranquilo e quase indolor. E o melhor é que podem fazer o transplante homens, mulheres e até crianças”. Ausência de dor, pressão e dormência na cabeça durante o pós-operatório, menor tempo de cicatrização da área doadora e retorno mais rápido para as atividades do dia a dia são algumas das vantagens do transplante capilar.  ”É importante lembrar que o implante também pode ser feito nas sobrancelhas, cílios e barba.”

Fonte: Cristiane Câmara Alves (CRM 50504) é médica graduada pela Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), concluiu também o curso de Transplante Capilar no Instituto Bauman Medical Group, P.A, nos Estados Unidos. Atualmente, Dra. Cristiane atende seus pacientes na Clínica Pampulha (CRM 0009113 – MG), onde exerce ainda o cargo de diretora clínica, ao lado do responsável técnico pela instituição, Dr. Júlio César Alves (CRM 13337 | RQE 40860).

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