Operação resultou na prisão de seis pessoas que integram uma quadrilha especializada em fraude conhecida como “golpe da arara”.

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta semana, a Operação Duplicata Fantasma nas cidades de Poços de Caldas e Passos, resultando na prisão de seis pessoas que integram uma quadrilha especializada em fraude conhecida como “golpe da arara”. Estima-se que o grupo criminoso tenha causado um prejuízo de quase R$ 200 mil às vítimas.

Segundo apurado, o esquema consiste em criar ou adquirir uma empresa, comprar produtos negociando um pagamento a prazo, vendê-los rapidamente e desaparecer antes que as faturas vençam. Levantamentos indicam que o grupo criminoso realizava compras com dados cadastrais de empresas, utilizando duplicatas e cheques furtados.

As investigações tiveram início a partir de compras de jogos de pneus numa rede de lojas da cidade de Poços de Caldas. Após a venda, mediante duplicata, o representante do comércio entrou em contato com o proprietário legítimo da empresa, em razão do não pagamento do título. Para surpresa, o dono do estabelecimento comercial, uma papelaria, não tinha conhecimento da negociação.

Os suspeitos agendaram então serviços na loja de pneus, totalizando a quantia de aproximadamente dois mil reais. Na data marcada, após assinarem a duplicata em nome da papelaria, foram surpreendidos pela equipe da Polícia Civil, que efetuou a prisão em flagrante de Rodrigo Piva Veronesi e Marcos Antônio da Silva, pelo delito de estelionato, no dia 31 de outubro deste ano. Na ocasião, também foram apreendidos dois veículos.

Em continuidade às investigações, a PCMG identificou os demais membros da organização criminosa na cidade de Passos. As informações colhidas deram conta de que o suspeito Sidney de Souza Delfino teria vendido a pessoa jurídica para terceiro realizar os golpes, recebendo parte das mercadorias compradas, sendo a regularização do procedimento efetivada por intermédio de um contador, Pedro Joaquim de Souza, que, inclusive, recebeu parte do pagamento em pneus.

Com o avanço das apurações, descobriu-se que os produtos não se restringiram a pneus. A própria papelaria cujo CNPJ estava sendo indevidamente utilizado pela quadrilha, foi vítima do golpe, vendendo aproximadamente R$1..500 em folhas de papel sulfite para a pessoa jurídica em nome de Sidney. Além disso, outros dois envolvidos foram presos na cidade de Poços de Caldas.

Josué Faria Nogueira, que confessou a participação na trama criminosa, esclareceu a dinâmica das compras, afirmando que trabalhava para Rodrigo Piva Veronesi, também preso na operação. Já o empresário Rodrigo Spartacus Artur teria realizado, pessoalmente, a compra de quase R$50 mil em bolachas na cidade de Andradas e, também, três mil reais em temperos, oriundos de uma empresa da cidade de Osasco (SP), em nome da mesma papelaria.

Os golpes, até o momento identificados, foram aplicados nas cidades de Poços de Caldas, Campestre, São Paulo, Passos, Andradas, Monte Santo , Monte Belo, totalizando mais de R$200 mil de prejuízo às vítimas.

Durante as diligências, foram recuperados dois jogos de pneus e algumas peças automotivas.

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